Educação de Jovens e Adultos: entenda os seus desafios e benefícios

Um estudo realizado pela pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que após ingressarem no ensino médio, 41% dos estudantes brasileiros abandonam a escola sem se formar.

Esses estudantes compõem um grupo muito grande de jovens e adultos que não deram continuidade na idade apropriada, sendo necessário recorrer a educação de jovens e adultos, anos mais tarde, para terminar os estudos. Essa modalidade de ensino contempla tanto o ensino médio quanto o ensino fundamental, sendo extremamente necessária para o desenvolvimento destas pessoas. Acompanhe este post e entenda um pouco mais.

Educação de jovens e adultos

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino que tem como alvo jovens e adultos que não terminaram o ensino fundamental ou médio na idade apropriada. O EJA é baseado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), em seu artigo 37º § 1º que diz que os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.

Os avanços do EJA

Nos últimos anos a educação de jovens e adultos tem obtido grande reconhecimento por se tratar de um direito de pessoas que não tiveram acesso ao ensino ou não permaneceram na escola. O EJA está na pauta nas agendas governamentais e no financiamento do Fundep. Este reconhecimento possibilitou uma ampliação na oferta de vagas nas rede de ensino.

Os desafios e problemas do EJA

A qualidade do ensino ofertado pelo EJA é inferior às demais modalidades de ensinos públicos. Embora esta modalidade de ensino tenha recebido uma considerável atenção, ela ainda caminha às margens da educação, sendo vista como uma educação de menor valor. Isso está relacionado ao lugar social a que esses estudantes estão situados. O alunos do EJA são em sua grande maioria negros, indígenas, pescadores, ribeirinhos, a população do campo, mulheres, jovens, idosos, prisioneiros, etc.

Uma visão do futuro

Para melhorar a qualidade do EJA é preciso que haja um processo de institucionalização. Ou seja, ele precisa existir como uma instituição que entenda que a educação de jovens e adultos precisa contemplar setores mais profundos de inclusão ligados, por exemplo, ao trabalho e a cultura. Mais que saber ler e escrever é preciso criar nestas pessoas uma consciência social e uma identidade para que saibam quem são, qual a sua participação da sociedade e qual o seu real valor.

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